Páginas

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Lauryn Hill e o repórter

Sionei Ricardo Leão *

A polêmica entre a cantora Lauryn Hill e a TV Globo, por conta da passagem da pop star no Brasil, neste mês de junho, merece uma análise ou, no mínimo, uma atenção da imprensa brasileira, particularmente, para a futura Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira DF).
Para quem não está a par, Lauryn Hill se apresentou entre os dias 12 e 16 deste mês em palcos de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Em razão dessa agenda, a Rede Globo de Televisão solicitou à norte-americana uma entrevista, cujo contato surpreendeu a redação, uma vez que a cantora concordou com a pauta desde que fosse abordada por um jornalista negro.
A Globo taxou Lauryn Hill de racista e, portanto, não concordou com os termos exigidos por ela. Divulgou que a empresa conta com os melhores profissionais do mercado e, dessa forma, não se via forçada a buscar um repórter identificado racialmente para a matéria. A cantora, por sua vez, não cedeu.
Ainda que o Brasil tenha uma trajetória riquíssima de imprensa negra, sobretudo, com o marco dos jornais paulistanos do início do século passado, essa prática não é vista com naturalidade, entre nós, sobretudo nas redações – dito de outra maneira, do ponto de vista empresarial, institucional.
O episódio de Lauryn Hill serve de reflexão. Tenho reservas às analises de certos expoentes do movimento social negro que costumam denunciar uma conspiração expressa da imprensa contra as causas afro-descendentes. Em igual proporção, entendo que foi nefasto e antiprofissional o comportamento da Globo, nesse episódio.
Podemos interpretar, suponho, a postura de Lauryn Hill como a de alguém dizendo: "Quero falar da minha trajetória com um profissional que tenha sensibilidade com a história do meu povo e com a musicalidade em que estou imersa". A da Globo, na vertente de uma voz que diz: "Não reconheço a especificidade da cultura e do povo negro, sobretudo de uma estrangeira. " Todos sabemos que a especialização é um fato na imprensa da atualidade. Jornalistas se especializam em Oriente Médio, cobertura de guerra, ciência, política, para ficar em poucos temas. Qual a heresia de reconhecermos que a cultura afro-descendente é uma pauta que requer, da mesma maneira, bagagem, sensibilidade, preparo?
Ocorre que o Brasil não são os EUA, cuja história passa pelo conceito de segregação, responsável pelo conceito "separados mas iguais". A nossa, a pretexto de uma tese universal, trilhou o caminho da exclusão, da discriminação, do absenteísmo, do racismo institucional, de um massacre social, à margem da lei. Infelizmente, faz pouco tempo que trouxemos para o centro da agenda política assuntos como cotas, quilombos e anemia falsiforme, mas com muita dificuldade e resistências de variados segmentos.
Entre nós é, ou foi, um desafio conscientizar os negros de que podem lutar por suas causas, cultura, espaço no mercado de trabalho, cidadania, sem medo. É esse imbróglio que enfrentamos como nunca em todo nosso épico racial à brasileira. O episódio Lauryn Hill é mais uma página nessa robusta e inacabada publicação.
Killing me softly
Para atualização, quem sabe, de algumas pessoas pouco versadas em R&B, Lauryn Hill começou com o trio Fugees em 1996, na companhia dos rappers Wyclef Jean e Prakazrel "Pras" Michel.
O seu estilo é uma fusion de jazz, rap, R&B e reggae, caldo que lhe rendeu sucesso de crítica e em vendas de discos. O marco foi The score, basta lembrar da versão de Killing me softly (veja o clip no youtube), cantada originalmente por Roberta Flack – a mesma de The closer I get you.
*Sionei Ricardo Leão é jornalista e professor do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). Dirigiu seis documentários, entre eles, o Kamba'Race, que recebeu o Prêmio Palmares de Comunicação (2005) do Ministério da Cultura. Integra a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF).

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Surdinhos e gaguinhos

Comandante - Atenção torre estamos caindo, repito, estamos caindo...

Controlador - O que? O QUE?? FALA DE NOVO???

Comandante - Atenção torre estamos caindo, repito, estamos caindo...

- Re-re-relaxa e go-go-goza!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Viagem a Marte


Saiu nO Globo de hoje:

Agência espacial busca voluntários para viagem simulada a Marte


PARIS - A Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) está procurando voluntários para uma simulação da viagem tripulada para Marte, um programa no qual os voluntários passarão 17 meses em um tanque de isolamento.

Os voluntários vão viver e trabalhar em uma série de módulos integrados em
um instituto de pesquisa em Moscou.

Uma vez que as escotilhas forem fechadas o único contato da tripulação com o mundo exterior será pelo rádio, em uma ligação para a "Terra", com uma simulação de atraso equivalente aos 40 minutos que ocorreriam em uma situação real. Clique aqui para ler a matéria completa

Vejam que grande oportunidade. Vamos indicar nossos candidatos para essa importante experiência? Eu começo indicando as seguintes figuras:

  • Renan Calheiros (pelo conjunto da obra);
  • Marcos Pontes (astronauta brasileiro que mal desembarcou do Ônibus espacial correu para a iniciativa privada, dando uma banana para todo o investimento feito nele e em sua carreira);
  • Marta Suplicy pra gozar até o #&*# fazer bico;
  • Galvão Bueno, acho que nem precisa explicar;
  • Rubinho Barrichelo, mas acho que ele vai chegar atrasado.
Fico agora aguardando as indicações de vocês.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Política social de bons resultados

Republico abaixo artigo do advogado Humberto Adami e da historiadora Wânia Sant´Anna. Valorosos ativistas do Movimento Negro que demonstram com argumentos sólidos como têm sido sórdidas e baixas as contra-reações referentes às legítimas demandas do povo negro brasileiro. (MA)

Em recente artigo publicado no GLOBO, os professores Peter Fry e Yvonne Maggie sugeriram que o projeto de lei 73/99 — sobre a reserva de vagas nas instituições federais de ensino superior para afro-descendentes, indígenas e estudantes oriundos de escolas públicas — provocaria, se aprovado, “uma mudança radical no nosso estatuto jurídico republicano, que, até agora, ignora ‘raça’ e pune o racismo como inafiançável e imprescritível como os demais crimes hediondos” (“Política Social de Alto Risco”).
Segundo os professores, isso ocorreria porque a lei em discussão instituiria, “no âmbito federal, o negro como figura jurídica” e, também, a divisão dos cidadãos “em duas ‘raças’ com direitos distintos, de acordo com a sua pertença a uma ou outra dessas duas categorias”. Diante de tais argumentos é importante frisar que, na visão contemporânea, a luta contra o racismo não se esgota ou se minimiza a atos punitivos.
Como bem assinala todos os instrumentos internacionais sobre o assunto e do qual o Brasil é signatário, a luta contra a discriminação racial e o racismo exige, entre outras medidas, a promoção dos grupos vitimados por essas práticas. Frisa-se, com ênfase, que, no que tange às Convenções Internacionais, o Congresso Nacional é avalista de tais adesões assumidas pelo país no âmbito internacional.
Assim, não reza com a verdade mencionar que o Congresso Nacional, ao se posicionar favoravelmente ao projeto 73/99, estaria enveredando por “um projeto radicalmente novo de nação” e abandonando o seu “estatuto jurídico republicano”. Ao contrário, o Brasil estaria cumprindo seus acordos internacionais e — mais importante — dando o seu exemplo, ao mundo, de que é capaz de estabelecer, internamente, regras substantivas de combate à discriminação racial e de promoção dos grupos afetados por essas manifestações odiosas.
A não observação de tais compromissos legais, que, uma vez cumpridas as formalidades de ratificação, assumem força de lei interna, expõe o país às sanções de Cortes e órgãos específicos, como a Organização dos Estados Americanos e a Organização Internacional do Trabalho. No âmbito internacional segue crescente a percepção de que o Brasil possui um problema de redistribuição desigual de recursos e oportunidades aos grupos étnicos raciais e de que a discriminação racial e o racismo estão na origem desse problema.
Essa foi a principal tônica do Relatório das Nações Unidas, elaborado pelo Sr. Doudou Diène, Relator Especial para esses assuntos, e apresentado à sua Comissão de Direitos Humanos em fevereiro passado (E/CN.4/2006/16/Add.3).
Até mesmo as organizações multilaterais como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento passam a perceber e a discutir este fato como um problema a ser enfrentado, dado os seus graves e negativos efeitos sobre a economia e o desenvolvimento social do Brasil e de outros países latino-americanos, que exibem, em sua história, o passado de escravidão e, na atualidade, a discriminação étnico/racial e oportunidades desiguais aos afro-descendentes.
Em fevereiro deste ano, reunidos em Washington, e sob os auspícios dessas organizações, tivemos a oportunidade de debater esse preciso assunto com 75 líderes políticos, acadêmicos, empresários e organizações não-governamentais. Todos preocupados em desenvolver ações necessárias para reduzir as diferenças entre as oportunidades oferecidas aos latino-americanos de origem africana e os de origem européia.
Ou seja, esses exemplos demonstram que o diálogo sobre as ações de promoção da população afro-descendente ultrapassa as preocupações e percepções internas e está inscrito em um amplo cenário internacional, envolvendo um conjunto variado de atores e conteúdos. Por outro lado, é forçoso admitir as experiências positivas e já em curso de políticas de ação afirmativa nas universidades públicas brasileiras, incluindo atenção especial ao grupo afro-descendente.
Hoje, conta-se com quase três dezenas de casos, nos quais estudantes afro-descendentes e estudantes oriundos de escolas públicas tiveram os seus horizontes de conhecimento e profissional expandidos por princípios afirmativos e, em qualquer desses casos, o resultado se assemelha ao pânico vislumbrado pelos professores.
Ao contrário, as experiências têm demonstrado melhoria dos resultados acadêmicos e maior preocupação do corpo docente em atender às demandas de jovens brasileiros por uma educação de alto nível.
Em outras palavras, as políticas de ação afirmativa e a inclusão dos afro-descendentes não diminuem os direitos e, ao contrário, têm dado materialidade ao ideal republicano.
Isso tanto é verdade que o Supremo Tribunal Federal, à luz dos princípios norteadores de promoção da igualdade pelo Estado, insertos na Constituição Federal, tem permitido, assim como os demais Tribunais dos Estados da Federação, a realização de tais experiências positivas.
HUMBERTO ADAMI é advogado. WANIA SANT’ANNA é historiadora.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Os pesos e as medidas da imprensa

Ana Maria Felipe (publicado em Afropress)


Acordei, hoje, pronta para a análise dos principais jornais. Não encontrei nenhuma polêmica mais evidente. Resolvi ir verificar nas ruas: nos bares, restaurantes, pontos de táxi, nos salões de beleza, no metrô. Nada! Tudo transcorria normal, como um dia de 5ª feira.Direto para casa. Liguei o rádio, a TV, o computador, tudo ao mesmo tempo. Deveria haver algo. Alguma menção ao fato. Mas tudo corria com as notícias corriqueiras. Na internet pude constatar melhor a foto e a matéria sobre a polícia investindo no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Fora isso, todas as outras notícias eram conforme sempre.

E eu achando tudo muito estranho! O que teria acontecido com a imprensa? Com as pessoas? Ninguém comentava nada, nem nas listas de interação, nem nas páginas do Orkut, nada! Quando a Ministra Matilde Ribeiro deu entrevista à BBC de Londres declarando nada mais do que a nua e crua realidade do racismo no Brasil, foram muitas as vozes que se levantaram tendo a imprensa como a grande aliada nesse grito. Toda a imprensa (de papel, de ouvido, de ver, de faz-de-conta) ajudando na grita. Para eles e elas, a Ministra (negra, por sinal) estava incitando o ódio racial entre negros e brancos. Segundo eles, uma coisa absurda num país com uma convivência tão equilibrada onde as porcentagens das pesquisas mostram muito bem (segundo eles, novamente) a harmonia da convivência brasileira.E, com o dia quase terminando, continuo atônita!

Ontem, a Ministra Marta Suplicy disse que os passageiros dos aeroportos deveriam, enquanto esperam horas para viajar, “relaxar e gozar”. E além da nota de desculpas e as caras de risos dos repórteres das TV, a imprensa não diz mais nada? Então eu pergunto se a Ministra (sexóloga, por sinal) estaria incitando o turismo sexual!Absurdo o meu pensamento, como foi absurdo todo o discurso da mídia contra a ministra negra! Mas porque ninguém diz nada a respeito da “gafe” da ministra branca? A sexóloga cometeu uma gafe. A negra deveria (segundo eles) ser chamada a atenção pelo Presidente da República.

Teve gente que chegou a falar em demissão da ministra negra! Pois eu cheguei a pensar na necessidade da demissão da ministra branca. Afinal, a imprensa noticiou fartamente, na ocasião, sobre o ministério “passa tempo” que foi dado à senhora Marta Suplicy por dois anos, até que venham as próximas eleições.Mas mesmo para um emprego temporário, algumas regras básicas são necessárias: no caso do Ministério do Turismo é saber qual a definição de turismo e o que é o turismo no Brasil, pelo menos. Para a ministra que não sabe, turismo não é sinônimo de passeio, de lazer. Turismo é sinônimo de deslocamento. Quando viajamos a serviço, estamos fazendo turismo. E o turismo no Brasil (o grosso do vai-e-vem de avião, para lá e para cá) é de turismo de negócio, quer dizer de trabalho! Parece que dá justa causa relaxar e gozar durante o expediente, ou será que já pode?

E já que a imprensa não disse nada, parece que pode.Oxalá chegue o dia em que tenhamos, inclusive a imprensa, um único peso e uma única medida como parâmetro. Enquanto isso não chega, uma salva às mídias alternativas. Salve Palavra Sinistra! Salve MammaPress! Salve AfroPress!

Charge do dia


sexta-feira, 15 de junho de 2007

Selma do Samba - Uma delícia de voz e música

Reproduzo abaixo o texto de apresentação de Selma do Samba. Não a conheço, cheguei hoje ao link de suas músicas e estou abaixonado pelo estilo, pela voz e pelo belíssimo repertório. É aquilo, tem muita gente boa escondida por aí afora enquanto outros tantos ficam saculejando as respectivas bundas em programas de TV. Depois ainda não se sabe porque esse país encontra-se desse jeito.


Selma do Samba (http://www.selmadosamba.palcomp3.com.br/)

Sou compositora de origem humilde e que nunca tive oportunidade de divulgar minhas músicas .Muitas vezes tentei falar com vários compositores, para ver se conseguia algum espaço, porém , acho que na vida ,nada é como a gente quer e sim como tem que ser. Falar de mim: Sou inofensiva e me sinto feliz. Feliz porque Deus me premiou com um marido maravilhoso e bons filhos.

Problemas: muitos! mas a gente passa por cima e depois sorri quando eles terminam.
Engraçado é que me sinto feliz por dentro , não aquele casca de felicidade (supérflua)Frustrações: A minha maior frustração é não ajudar o próximo como gostaria, é de me doar muito pouco , não ser útil.

Quero ver se consigo mudar isto em mim. Desejos: é de divulgar minha músicas e quem sabe através delas levar mensagens , ajudar outras pessoas , ser útil. Sei que da vida a gente nada leva, somente as boa ações. Procuro a cada dia que possa melhorar um pouquinho mais, não desejar mal de ninguém e sobretudo não falar de ninguém , pois cada ser sabe o que é certo para si e não cabe a mim julgar.Porém , como é difícil fechar a boca,mas cada dia melhoro um pouquinho.Tenho um infinito amor pelo nosso pai (Jesus Cristo), e agradeço o Dom da vida , procurando fazer o melhor que posso, pois minha vida é um presente de Deus.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Vejam como é revolucionária essa ferramenta chamada internet

Eu publico num dia, o Cesar me linka no outro e hoje o Kayser, lá do Sul mandou o que publico abaixo. E assim, seguimos nos comunicando e revolucionando no mundo virtual.

Resolvida a questão

Dando a minha olhada diária pela blogosfera, encontrei hoje uma postagem do Blogoleone, clipada do Palavra Sinistra. Aí lembrei da capa da Veja da semana passada e de uma charge que eu ia fazer e acabei esquecendo. É essa aí abaixo.


Google vai deletar comunidades do Orkut a pedido da justiça

Medida quer resolver impasse entre o site e Ministérios Públicos estaduais

Rodrigo Brancatelli
Alexandre Barbosa/AE


Acordo resolverá impasses entre a Google e os MPs

SÃO PAULO - Numa tentativa de dar fim a um impasse que dura quase dois anos, procuradores-gerais de Justiça de todo o País aprovaram na semana passada um convênio com a empresa americana Google Inc. para combater crimes cometidos no site de relacionamentos Orkut.
Pelo acordo, os Ministérios Públicos terão à disposição uma ferramenta exclusiva para vasculhar o Orkut e até retirar páginas do ar, sem a necessidade de determinação judicial.

A parceria já funciona no Rio e em Minas e a previsão é que deve estender-se aos outros Estados nos próximos meses. Os procuradores tentavam desde 2005 obter a cooperação da empresa para resolver crimes virtuais, mas a subsidiária do Brasil se negava a repassar informações.

A Google chegou a ser alvo no ano passado de uma ação civil pública do Ministério Público de São Paulo. Segundo o advogado Durval Noronha, representante da empresa no País, os promotores agora poderão navegar pelas comunidades virtuais como usuários especiais e "selecionar" aquelas que infrinjam algum ponto do Código Penal - como racismo ou pedofilia.

Parceria

Uma equipe bilíngüe na matriz da Google, na Califórnia (Estados Unidos), levará no máximo 24 horas para responder aos promotores e decidir sobre a exclusão de comentários ou de comunidades consideradas ofensivas. No lugar da página deletada, será colocado um aviso com o símbolo da Polícia Federal. A Google também promete guardar as informações dos IPs dos usuários (códigos que registram os acessos) por dois anos - e não por seis meses, como acontece atualmente.

"Os IPs serão mantidos para que possam ser usados como prova judicial", diz Noronha. Ainda segundo o acordo, não será mais preciso obter ordem judicial para pedir a identificação dos internautas que cometerem crimes contra a vida.

"Já para requisitar os IPs dos internautas em caso de outros crimes, como pedofilia, ainda será preciso uma decisão da Justiça para que a Google forneça os dados", afirma o advogado.

O promotor do Ministério Público de São Paulo Paulo Marco Ferreira Lima, que está negociando os termos do acordo que serão colocados em prática no Estado, afirma que a Google vai arcar com todas as despesas do convênio. O site possui hoje cerca de 15 milhões de usuários, sendo 12 milhões brasileiros. "Agora não há mais desculpas", diz. "O cerco irá se fechar para quem acha que pode escrever qualquer coisa na internet."

Complexo do Alemão - Foto dO Dia

A mensagem está lá. Basta saber e querer ler.
(A foto é do Severino Silva, Agência O Dia)

A estatura moral de FHC

Nos anos de 1970 o humorista Juca Chaves saiu preso de um teatro quando, num show perguntou como se media um burro. Ele mesmo respondeu e disse: mede-se de cima a baixo. O trocadilho com o nome do presidente Médici custou-lhe a cana e talvez umas bordoadas da ditadura que mandava e desmandava nesse país antigamente.

Falo disso agora porque essa semana me lembrei de um expressão que se usava alguns anos atrás quando alguém para se referir a uma pessoa muito séria e ética, dizia que esta pessoa tinha “estatura moral”.
De um tempo pra cá a expressão caiu em desuso. No entanto eu gostaria de resgatá-la da pior forma possível. Nessa semana o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso bradou nos meios de comunicação que o país precisava resgatar a decência. No que pergunto: como se mede a estatura moral de FHC para proclamar tal coisa?

Se nos lembrarmos de todos os escândalos da era FHC (e este blog listou alguns deles no ano passado) veremos que o ex-presidente prestaria um grande serviço ao país e a si próprio se permanecesse calado, na dele, destilando sua verborragia para aqueles que estão dispostos a pagar para ouvi-lo.
Fora isso, como ele mesmo gostava de dizer, é tudo nhenhenhem!!

Chegamos aos 10.000


A partir de ontem à noite passamos da marca de 10.000 acessos a este blog. É pouco para a Internet, pode até ser pouco para um blog. Para mim, no entanto é uma marca significativa. Eu não escrevo texto curtos; não escrevo textos simpáticos, escrevo sobre questões densas e complicadas, escrevo sobre os problemas cotidianos do Brasil.

Portanto, saber que há 10 mil pessoas que me lêem, que compartilham comigo um pouco das minhas angústias só me dá alegria.

De uns tempos pra cá, respondendo inclusive a alguns pedidos, tenho reduzido o tamanho dos textos, tenho postado mais sobre o cotidiano, pode ser um caminho, não sei, vocês me dirão, mas só não quero abrir mão da característica mais fundamental desse blog que é ser uma Palavra Sinistra, uma voz e um olhar de esquerda sobre o nosso dia-a-dia.

Ah, sim, eu ainda acredito que aqueles que lutam por um mundo mais justo, sem explorações, com mais justiça social, são de esquerda. É por aí que me encaixo e este blog também.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Bombadeira - Entrevista com Luís Carlos de Alencar

Reproduzo abaixo entrevista com Luís Carlos de Alencar, diretor do filme Bombadeira, que conta um pouco do universo que circunda o mundo das travestis, aplicações de silicones e as consequências disso tudo.

Luís Carlos de Alencar é baiano de Salvador, tem 29 anos e mora no Rio de Janeiro desde 2003. É pós-graduado em Comunicação e Imagem pela PUC-Rio e atualmente trabalha na Casa de Criação, ao lado do cineasta Joel Zito Araújo. Em seu currículo estão diversos filmes, entre os quais destacam-se a direção do documentário Maré de Março, realizado sob encomenda para o Movimento Nacional de Direitos Humanos; a assistência de direção do documentário Ira, premiado com menção honrosa do Júri do Cinesul 2005; o roteiro e a direção do curta-metragem É Tarde, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro da mostra Vídeo-off; e a direção e o roteiro do documentário Mulheres do Cacau, produzido pelo Centro de Estudos e Ação Social-Bahia e exibido na Itália, Suíça e Holanda.

Como surgiu a idéia do documentário?
Luis Carlos de Alencar - Eu fui estagiário numa instituição em Salvador que atuava na defesa de direitos humanos e grupos sociais discriminados por sua sexualidade. Um destes grupos foi o das travestis de baixa renda, aquelas que vão pra batalha na pista do centro da cidade, Av. Sete e Carlos Gomes. Tive contato quase diário durante dois anos com muitas travestis e pude acompanhar suas realidades de perto. Desde problemas mais terríveis como violência policial, o preconceito, problemas de saúde e de moradia etc., até questões mais cotidianas como seus sonhos, discriminação familiar, relacionamentos amorosos, religião, fofocas etc.
Foi nesse período que conheci e convivi com uma das maiores preocupações delas: o corpo. Não falo do corpo como vaidade, no seu sentido mais comum. Mas do corpo como afirmação de si mesmas. Muitas delas, mais do que serem belas, queriam se ver e serem vistas com um corpo feminino e faziam isso a qualquer custo. Foi então que me apresentaram à figura da bombadeira e reconheci na bombação algo muito maior do que uma mera agressão ao corpo pela qual muitas morriam. A bombação é a própria afirmação da vida para a travesti. É um dos fundamentais momentos de sua história, quando então alcançavam pela primeira vez um sonho. Aquilo precisava ser filmado, aquele outro enfoque tinha que ser mostrado. E aí começamos a ouvi-las.
Como foi o trabalho de pesquisa?
Difícil. Primeiro comecei a pesquisar jornais, revistas, livros e artigos acadêmicos. Encontrei poucos textos e todos associavam a prática da bombação ou a figura da bombadeira à marginalização por causa das travestis que morriam ou ficavam com seqüelas devido aos problemas decorrentes da aplicação clandestina do silicone industrial. Não havia nenhuma outra ponderação sobre o tema. Investiguei também se existia alguma informação histórica sobre a chegada do silicone e de suas aplicações no Brasil. Nada. Todas as informações mais importantes que colhi foram dadas pelas próprias travestis, pela história oral que passam adiante. Aliás, como também é o aprendizado de aplicação dos silicones por elas. A cultura oral é muito forte entre as travestis.

Como você conheceu as meninas do filme e como foi a relação com elas?
Algumas das travestis e transexuais do filme eu já conhecia através da ONG em que trabalhava. Uma delas, a Andrezza, personagem do filme, me apresentou às demais. Priorizamos algumas. A relação no início, como era de se esperar, foi um pouco distante e desconfiada. Aos poucos, fomos nos acostumando e tudo fluiu com maior naturalidade possível. As conversas que durariam normalmente uma hora facilmente chegaram a duas ou três por dia. Os temas se multiplicaram aos borbotões. Os depoimentos transformaram-se em conversas, trocas, algo mais livre. O compromisso de nossa produção e o papel de Andrezza como intermediária foram decisivos para os encontros, mas a necessidade de narrar, de serem ouvidas, que elas possuem garantiu o substrato que tem o documentário.
Vocês passaram por alguma situação curiosa durante a filmagem?
Usualmente, a imagem espacial que acompanha as travestis é a da rua, da pista, da boate etc. Como o documentário trata de algo pessoal, carne, pele, sensibilidade e corpo, optamos por conhecer com a câmera os espaços muitas vezes evitados como o da casa, da intimidade, da pessoa. Por isso buscamos enxergar o espaço doméstico, suas relações afetivas, seus afazeres cotidianos, cozinha, quarto etc. E se o foco são aquelas de baixa renda, sabíamos que encontraríamos problemas de acesso. Tomamos algumas precauções como reduzir a equipe e os equipamentos, mas em quase todos os casos passamos por apertos.
Uma das entrevistadas mora num cortiço — ou no que restou dele — onde na entrada funciona uma boca-de-fumo, onde se vende crack. Além de termos que pedir autorização para os boqueiros (traficantes), uma vez, no térreo do sobrado, tivemos que pedir literalmente licença para os usuários, que fumavam a pedra e separavam dezenas de outras na precária escada em que subíamos. Eu orava aos deuses para que minhas pernas não tropeçassem. Já pensou se eu ou alguém da equipe pisasse nas pedras de crack? Enquanto não chegamos ao quarto da travesti, eu não sabia o que poderia acontecer. Aos poucos, compreendendo mais a dinâmica do local, apesar de ser uma boca-de-fumo, percebi o quanto meu distanciamento daquela realidade havia produzido imagens um tanto exageradas.
Os boqueiros eram apenas um ou dois, os outros que eu também julgava como tais eram rapazes que moravam no cortiço e estavam apenas bebendo cerveja e papeando antes de subirem aos seus quartos. E os usuários, esses não passavam de um apenas. Os demais foram criações de minha imaginação (risos). Ele fumava e dividia as pedras em papelotes para, provavelmente, vendê-las. Qual foi a minha surpresa que, apesar de vê-lo como perigoso, ele nos ajudou com sua vela — a que esquentava a colher — e nos guiou até a saída quando terminamos as filmagens. Descobrimos depois que ele era o marido tímido da travesti, que não nos daria entrevista. Enfim, nós havíamos adentrado um sobrado onde várias famílias moravam. Foi isso.

Como é a relação das meninas do filme entre si? Elas se conhecem e se relacionam?
Todas se conheciam. Umas se davam bem com outras. Algumas tinham problemas com outras. Enfim...

Qual foi a maior dificuldade em produzir Bombadeira?
Houve diversas dificuldades. A primeira, eu estava no Rio. Tive que articular apoios na Bahia. Segundo, eu estava me envolvendo em algumas produções por aqui que me tomavam tempo. Terceiro, a falta de dinheiro. Rodei uma primeira fase toda a partir de um empréstimo. Um ano depois, consegui o patrocínio para a finalização e filmamos uma segunda rodada com as travestis, com poucos recursos, mas já algum. Daí veio o quarto problema, na verdade, o aspecto trágico do nosso trabalho: nem todas continuavam vivas.

Você é da Bahia. Como veio parar no Rio? Conte um pouco da sua trajetória profissional.
Sou formado em Direito e durante o curso sempre me envolvia em filmagens. Ora por iniciativa própria ou mesmo em projetos de extensão universitária junto a movimentos sociais, onde sempre dava um jeito de encaixar o vídeo como instrumento dentro dos projetos. Vivi essa dicotomia de vídeomaker versus ativista jurídico durante os seis anos do curso. Já havia até a possibilidade de desenvolver um projeto com certa associação de trabalhadores rurais da Bahia na área da arte e educação, mas não queria viver essa punheta de nem fazer uma coisa nem outra muito bem. Sabia que iria chegar o momento de ter que assumir um caminho prioritariamente.
Com o apoio de meu avô e de sua esposa que já moravam aqui, resolvi entrar no ônibus Salvador-Rio. Se na Bahia fiz diversos trabalhos videográficos vinculados a movimentos sociais, com caráter institucional, no Rio comecei a estudar e realizar projetos mais autorais, sejam meus ou de amigos que fui conhecendo. Considero Bombadeira meu primeiro trabalho mais autoral como diretor.
O filme já foi exibido no Cineport e em Salvador. Como tem sido a reação da platéia frente a um tema tão polêmico?
O filme tem sido bem recebido. Na pré-estréia, na Bahia, houve sessão extra, com lotação esgotada. Nossa maior preocupação foi com as cenas de bombação. Evitamos ultrapassar o limite entre a imagem de impacto que deve ser mostrada e a apelação. É como harmonizar isso com a idéia maior que seria a tentativa de aproximação do público-médio que assistiria ao filme e a realidade das travestis de baixa renda de salvador.
Qual foi a impressão que as meninas tiveram do filme? Elas gostaram de se ver no telão?
Melhor sabermos de uma delas: “o filme retrata um universo Trans nunca antes mostrado, pelo menos em Salvador, fala de amores, famílias, preconceitos e de discriminação. Registra os relatos e as histórias de vidas pessoais de pessoas Trans. Em tudo é perfeito pois mostra as Trans como sujeitos de direito, com amores, sonhos e perspectivas de futuro. É um filme emocionante quando retrata a vida de casais entre as Trans e os seus parceiros e da emoção de um parceiro de trans após perder o grande amor da sua vida. É dificil não se emocionar com o depoimento final de Emanuel para Michelle, após a morte da mesma. (...) Também podemos observar que as Trans foram mostradas como pessoas comuns dentro de uma sociedade incomum e que foi muito pertinente a mostra dessas pessoas no final com perspectivas de futuro como Samara que termina no Colégio Antonio Vieira estudando para se formar em veterinária e saindo do chavão “Trans Marginalidade ou Prostituição”. Muito forte as cenas da bombação (...) é muito forte o processo de conclusão da aplicação de silicone industrial e a moldagem das formas. É um filme excelente e recomendável para quem quer conhecer um pouco mais da vida cotidiana de Travestis e Transexuais, as trans que aparecem também são pessoas comuns que encontramos todos os dias em nosso quotidiano, o diretor não quis mostrar trans inimagináveis. A credito que isso servirá de impulso para demais produções.”
Depoimento de Keila Simpson, presidente da ATRAS (Associação de travestis e transexuais de Salvador) para o Portal Marccelus - http://portal.marccelus.com/
As cenas do documentário são fortes e realmente impressionam. Você já tinha assistido a uma bombação antes do filme?
Não. Nunca havia assistido. Sabia de todo o procedimento de tanto que elas me contavam. As cenas são tão intensas quanto o prazer da travesti bombada quando se vê no espelho, transformada. A parte que mais impressiona, definitivamente, é no fim da bombação, quando se massageia a região aplicada com muita força. Parece doer muito. Dor e alegria se misturam no óleo. Aliás, todo o processo é impressionante na medida em que você assiste paulatinamente o corpo ganhando nova forma, ali, bem de baixo de seus olhos.

Assistindo ao filme, percebemos que a bombação é uma grande mudança na vida de uma travesti. As que não se bombam são discriminados pelas demais? Existe um preconceito? A bombação pode ser considerada como um processo de aceitação?
O que o filme retrata é justamente isso: a vontade de se afirmar para os demais e para si, através do corpo. O desejo de se expressar pelo corpo – que todos nós temos. Isso para as travestis é fundamental. Mas existem aquelas que, por medo, pela falta de oportunidade ou até mesmo pela miséria absoluta, nunca conseguiram modificar o corpo. O que une todas essas circunstâncias é a falta de política de saúde pública que contemple as demandas desse grupo social.

Outras informações:

FESTA DO DOCUMENTÁRIO BOMBADEIRA - A DOR DA BELEZA
25 de junho, segunda-feira, às 19h

Local: Teatro Rival – Rua Álvaro Alvim 33, Cinelândia
Com exibição do filme, com o DJ Cleo e distribuição de preservativos Hora H

Credenciamento de imprensa:
Catharina Rocha – Máquina de Escrever Comunicação
21 2587 2402 / 9205 8856 :: http://br.f329.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=catharinarocha@terra.com.br

Lauryn Hill e a entrevista para a Rede Globo

A cantora americana Lauryn Hill chega nos próximos dias para algumas apresentações. Dois dias atrás Ancelmo Góis, do jornal O Globo, noticiou que a bela cantora, para conceder entrevista à Rede Globo de televisão, solicitou que seu entrevistador fosse negro. Ao que a emissora, no melhor estilo Ali Kamel de ser, respondeu que contrata por critérios de competência, tal e tal e que não tolera práticas racistas.

Muito bom, muito interessante. É sempre assim e assim fica. É a famosa situação cômoda onde quem está em situação de poder e de comando não se questiona em momento algum do porquê de não haver pessoas negras e de outras origens em determinados espaços.

Agora, sob o argumento de que somos todos miscinegados (miscigenação esta imposta pelo estrupro sistemático de milhares de mulheres negras no passado), a moda agora virou dizer que são os negros brasileiros que estão querendo trazer o ódio e a divisão por raças para o país.

Ora, minha gente, saiamos às ruas. Olhemos quem são os homens que recapeiam asfaltos, quem são os burrinhos-sem-rabo dos grandes centros, as empregadas domésticas e auxiliares de enfermagens. Entremos nos shoppings e vejamos que sãos os atendentes, os garçons nos bares mais chiques; nas posições de mando; na grande imprensa...

Nós sabemos muito bem o que está acontecendo e a isso se dá o nome de reação. Pela primeira vez os negros brasileiros começam a pleitear, sem xororô, sem cabeça baixa, um espaço que é seu. E quem está ocupando esse espaço não vai querer cedê-lo sem discussão. Este é o cerne do problema. O resto é balela e blábláblá.

Quando Lauryn Hill pede um jornalista negro para entrevistá-la ela, sem querer e sem saber, reforça a pergunta do cartunista Maurício Pestana que no portal de jornalismo "Comunique-se" lança: "onde estão os negros em sua redação?". E todos os que o respondem vão dizer o mesmo que diz a Globo, que diz o Kamel, que dizem todos os brancos. Ou seja, os negros não estão nesses espaços porque não se formaram para tal.

Ora, ora, ora, somente se você for negro é que você entenderá como funciona a linha quase invisível que gera separações entre negros e brancos neste país. Somente sendo negro para sentir o que é uma bolsa ser apertada ao seu lado, o que é um motorista de taxi ignorá-lo, o que é a curiosidade das pessoas em um avião para saber o que voce faz da vida...

São sutis as relações raciais no Brasil, mas não pensemos que elas não estão aí. Estão sim. E prova disso é esse debate que estamos tendo agora. Pois o grande problema do país sempre foi jogar para escanteio seus problemas, ao invés de assumi-los, discuti-los e resolvê-los.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Asteróide Pallas e Publicidade Viral - Será por aí o caminho?


Hoje cedo, acessando minha lista de discussão sobre triciclos vejo lá um email de um colega com a seguinte notícia:


Asteróide Pallas poderá se chocar com a Terra em 2007


Astrônomos amadores descobriram que o asteróide 2-Pallas teve sua órbita alterada e segundo os últimos cálculos está em rota de colisão com a Terra. Os principais centros espaciais do mundo ainda não se pronunciaram, mas já existe uma grande mobilização na comunidade científica e militar. O impacto poderá trazer grandes conseqüências, levando em conta a extensão do asteróide, considerada a segunda maior do cinturão que vai de Marte a Júpiter.

O 2-Pallas mede 558x526x532 km e caso a informação seja confirmada trará mudanças sem precedentes na existência humana na Terra. A colisão deverá acontecer na primeira quinzena de julho de 2007. Logo, deveremos ter novas notícias das autoridades competentes, que por enquanto evitam comentar o fato para não gerar um descontrole generalizado na população mundial.

Achei estranha a notícia já que frequento bastante espaços de discussão sobre astronomia e não havia, até agora, recebido nenhuma informação nesse sentido. Sem contar o fato de que algo que estivesse para acontecer em tempo tão curto, não teria como deixar de ser informado, de vazar e gerar algum tipo de reação.

Pesquiso daqui e dali e encontro o blog Ventilador onde o mistério é desfeito. Lá está o autor demonstrando que a notícia nada mais é que uma publicidade de extremo mau-gosto de um automóvel que será lançado mês que vem. É dose, né?

Então, gente boa, não embarquem na idéia de deixar de pagar as contas de junho e julho achando que em agosto o sistema bancário estará falido pois lamento informar que o mundo não acabará e asteróide nenhum cairá no planeta.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Minilaptop de US$ 200 é atração em feira

Reuters

Minilaptop Eee tem tela de 7 polegadas

A Asus apresentou neste terça-feira, segundo dia da feira Computex, em Taiwan, um minilaptop chamado de Eee PC. Os computadores devem ser vendidos por cerca de US$ 200, mas não foi divulgada data para entrarem no mercado. A empresa não pretende competir com o projeto OLPC em projetos de aquisição em massa por governos.

Os aparelhos da linha Eee todos possuem tela de 7 polegadas, têm um processador não especificado da Intel e pesam cerca de 1 Kg. O Eee PC modelo 701 vem com Wi-Fi, Ethernet e modem, além de webcam, 512 MB de RAM e um drive flash de até 16 GB.
O nome Eee, significa "easy to learn, easy to play, easy to work" (fácil de aprender, fácil de usar, fácil de trabalhar).

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A máscara serve para quê?

Logicamente deve ser para esconder os narizes de palhaços dos dois. Na foto estão o governador e o prefeito de São Paulo, Serra e Cassab, respectivamente, em campanha espetaculosa contra a poluição provocada por veículos na maior cidade do país. O mesmo Serra alguns dias atrás, posou apontando um fuzil para uma lente fotográfica.

É impressionante a falta de bom-senso e a capacidade de fazer chacota com o povo brasileiro que têm os ditos homens públicos desse país. em apenas uma palavra: ridículos!

sábado, 2 de junho de 2007

E já que estamos falando da África do Sul

O Nkosi Sileleli África, hino oficial da África do Sul, cantado em coral. Lindo, lindo, lindo...

Nelson Mandela

Por 27 anos Mandela foi mantido preso. Vários acordos, dos mais diversos tipos lhes foram propostos para que desistisse, para que traisse sua luta e, pior, seu povo. Ele resistiu. É dele a frase que diz: liderar é uma questão de princípios, é perceber que nada que favoreça o indivíduo fortalecerá a nação.

Mandela não é um negro que passou a vida lutando contra o racismo, Mandela é um homem que passou a vida lutando por justiça. Como homem negro, em um país racista, a luta por justiça era, antes de tudo a luta contra o racismo. Mas Mandela é, talvez nos dias atuais, o maior líder vivo, uma das poucas pessoas que, efetivamente têm algo a dizer ao Norte, ao Sul, aos brancos e aos negros, aos asiáticos, aos europeus e aos africanos.

Mandela é um lider global. Seria necessário que houvesse outros como ele. Seu exemplo, sua garra, sua serenidade e, principalmente, seu exemplo, devem nos inspirar a lutar sempre e mais por um mundo mais justo, sem desigualdades, sem discriminações, um mundo para todos e para todas, independente de quem sejam ou de onde venham.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Deu no Globo Online

A notícia está logo abaixo. Eu particularmente tô achando que isso tem cara de jogada de marketing, pura e simples. Afinal um torcedor enviar carta elogiando Marcio Braga e Kleber Leite pelo que estão fazendo pelo Flamengo ou é doido, ou é do esquema.

Veja abaixo:

Torcedor apaixonado doa R$ 100 ao Fla
Agradecido, vice de futebol Kléber Leite devolve o cheque e dá camisa ao rubro-negro

GLOBOESPORTE.COM No Rio de Janeiro

A caixa postal do Flamengo recebeu um presente inusitado nesta semana. Em uma carta de duas páginas, um torcedor, que identificou-se como Éder Ayres, mostrou-se preocupado com a situação financeira do clube e, mesmo desempregado, enviou um cheque no valor de R$ 100 para ajudar no pagamento dos salários de jogadores e funcionários.

A manifestação apaixonada do rubro-negro sensibilizou o vice-presidente de futebol, Kléber Leite. Ele devolveu o cheque e ainda enviou uma camisa do lateral-esquerdo Juan, presente que Éder gostaria de ganhar de aniversário. Vale lembrar que na última sexta-feira a diretoria colocou todos os salários em dia.

Confira um trecho da carte do torcedor abaixo:



Foto do dia


Linda essa foto recebida em umas das listas, por isso quis compartilhá-la com vocês.