quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Mãe de Pantanha

É isso aí, meu elenco! E segue a fita!

Ontem, terça, assisti a três bons filmes: um documentário sobre Carlos Oswald, artista plástico que fez vários vitrais religiosos em diversas igrejas no Rio e em Petrópolis (RJ) e mais: fez o desenho do Cristo Redentor! É dele mesmo a cara e o jeitão do Cristo que você vê em fotos e cartazes de propaganda no mundo todo, que a senhora tem numa réplica em miniatura em cima da estante da sala, e que foi escolhido como uma das novas Maravilhas do Mundo. Criação desse Oswald.

E o filme - um longa dirigido por um dos rebentos do clã dos Faria, o Régis - é simples e bem feito, com uma linguagem que mistura imagens de arquivo, ficção (interpretadas por Fernando Eiras, nosso eterno ator-de-época-de-plantão) e cenas investigativas com dois atores-repórteres (Augusto Madeira e Cláudio Mendes) que suam (literalmente!) a camisa pra conseguir entrar em alguns dos lugares aonde Oswald tem sua obra exposta: salões da Assembléia Legislativa, Câmara dos Vereadores, Biblioteca Nacional e Museu de Belas Artes (que na época estavam em greve junto com todo o Ministério da Cultura). E o mais impressionante é que as pessoas que trabalham nesses locais e vêem as pinturas todos os dias nada sabem sobre o autor das obras. Se bem exibido, esse trabalho vai mostrar pra todo mundo a importância deste grande artista do impressionismo brasileiro, que deixou seu legado ao alcance e às vistas de todos nós.

Outra boa pedida foi “O Tablado e Maria Clara Machado”, documentário de estréia de Creuza Gravina, atriz carioca graduada em Comunicação Social e Informática, que encontrou uma bela forma de homenagear a escritora e o teatro onde estudou por quase nove anos. Parece que o Tablado e Maria Clara sempre existiram, pois todos os atores passaram (e passam) por lá.

E fechei a noite com “O Homem que Desafiou o Diabo” com direção de Moacir Góes, uma bela adaptação do livro “As pelejas de Ojuara” de Ney Leandro de Castro.

Na mesma época em que trabalhei no Pasquim (1985-1987), Neil de Castro publicou semanalmente alguns contos que, depois, se transformaram no livro “As pelejas de Ojuara”. E na redação, nós curtíamos muito as aventuras do caixeiro-viajante (que no filme é interpretado por Marcos Palmeira) José Araújo, que chega à Jardim dos Caiacós, seduz uma moça e é obrigado a casar. Acaba se submetendo por anos ao autoritário sogro e às manhas da mulher. Mas, um dia, reage e “vira bicho”, rebatizando-se de Ojuara, um caboclo destemido, pronto para defender os desvalidos. Uma epopéia que vale a pena ser assistida. Talvez você até encontre semelhanças desta película com Lisbela e o Prisioneiro, O Auto da Compadecida, O Coronel e o Lobisomem, A Máquina... Mas tem algo que a diferencia das outras que é a ... bem, assista o filme e descubra! Destaque para a negrada da melhor qualidade no filme: do ícone do Cinema Novo Antonio Pitanga até Leandro Firmino da Hora, passando por Antonio Pompeo e a trilha de Gilberto Gil.

Depois fui par festinha do filme na tenda que fica ali em Copacabana, onde além de ver a beleza de Flávia Alessandra (a Mãe de Pantanha) bem ao alcance dos olhos, trocar uma idéia com o Pitanga e o grande Barretão (capo do cinema nacional e produtor do filme) forrei o bucho (bem no clima do filme) com muitas comidinhas típicas do Nordeste. Êita!

NÃO PERCA! A negrada também fazia jornal! “A Imprensa Negra Americana: Um combate sem tréguas”, de Stanley Nelson é a grande pedida para os próximos dias. “Mesmo ativos desde o século XIX, os jornais dedicados à cultura negra são um dos segmentos menos conhecidos da imprensa norte-americana. Este é o primeiro relato sobre os jornalistas que, ajudando negros do sul do país a migrarem para o norte e honrando os soldados negros na Segunda Grande Guerra Mundial, arriscaram suas vidas para que seu povo fosse tratado com dignidade. Com imagens de arquivo e entrevistas a personalidades que participaram dos eventos (alguns deles dão depoimentos pouco antes de morrer), o documentário ganhou o prêmio Liberdade de Expressão no Festival de Sundance 1999.” Dias e horários e locais de exibição (tudo bem no centro do Rio) com ingresso-merreca:

  • Quinta - 27/09/2007 Caixa Cultural 2 16:45:00 hs
  • Sexta - 28/09/2007 C.C. Justiça Federal 18:30:00 hs
  • Sábado - 29/09/2007 Caixa Cultural 2 14:15:00 hs

Corta!

Rolo

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