terça-feira, 25 de setembro de 2007

É muito filme, é muito Rolo, e segue o Festival do Rio...

É isso aí, meu elenco! E segue a fita! Hoje é terça e nesses dias assisti a bons e maus filmes. Vamos lá!

Teve um “Panair do Brasil” de Marco Altberg, que mostrou, com muitas imagens de arquivo e depoimentos bastante comoventes de herdeiros da empresa (ou de sua legenda), funcionários e passageiros, a história da empresa pioneira na aviação comercial brasileira, símbolo de modernidade e eficiência. A empresa viveu o seu auge na era JK (1956/61). No tempo em que raros eram os negros que viajavam de avião e comissária de bordo tinha que ter “boa aparência”.

Teve o curta Sete Minutos, de Cavi Borges filmado em plano-seqüência que mostra o acerto de contas entre dois traficantes. Cavi é um batalhador. Merece todo o respeito por sua heróica luta e empenho pelo áudio-visual brasileiro. Cavi tem uma locadora de filmes (a Cavídeo), na Cobal do Humaitá. Cavi empresta filmes em VHS pra quem tá interessado em estudar cinema, Cavi abre portas pra quem tá afim de meter a mão na massa, Cavi é um herói nesse Rio muito louco. E tô elogiando o cara sem nem conhecê-lo.

Memória para Uso Diário, de Beth Formaggini, mostrou a um Odeon lotado e emocionado, a história do grupo “Tortura Nunca Mais”. Sua trajetória, desde a fundação até os dias de hoje, onde a polícia - que pagamos para nos proteger – ainda atua como os antigos órgãos de repressão da Ditadura Militar, violando direitos civis e torturando aqueles que eles supõe serem suspeitos, no caso, ou em todos os casos, os pretos das favelas.

Todos queriam saber Onde andará Dulce Veiga? A estréia oficial do filme de Guilherme de Almeida Prado foi uma das sessões mais badaladas da Première Brasil até o momento. Badalada na entrada e constrangedora na saída... Mas ficam no ar as perguntas: onde andará o cinema nacional? Onde andará o nosso dinheiro para financiar bobagens como esta, que só servem para engordar a conta bancária dos artistas globais e fazer o ego dos diretores ficarem mais e mais inflados? Onde andava minha cabeça quando chamei minha companheira para assistir a uma abobrinha dessas? Onde? Fujam deste filme, que nos ameaça com uma estréia em circuito comercial em breve e não satisfeito, ainda vai encher as prateleiras de locadoras Brasil afora. Ah, e tem um ator negro que faz um coadjuvante (Oxumaré) que serve de escada para o personagem Castilhos fazer aquelas velhas gags raciais que nos fazem lembrar daqueles filmes de Hollywood dos anos 40, onde Hattie McDaniel (foto) fazia aquela empregada de Vivien Leigh em E o Vento Levou...

Corta!

Rolo

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