terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Habemus logotipo

Presente é sempre uma coisa muito boa. Quando ele é motivado pelo reconhecimento de um trabalho, melhor ainda. Um colega, um leitor, que não quer ter seu nome divulgado me mandou de presente este logotipo para o Palavra Sinistra. O qual passo a adotar a partir de agora. Muito obrigado pelo presente, pela consideração e pela leitura.


Um comentário:

Fabio disse...

Sobre o artigo do meu amigo Márcio Alexandre.



É Marcinho estais coberto, todo coberto de razão, de muita razão.
O Movimento Negro (M.N) prestou e ainda presta um relevante serviço à construção e a consolidação da democracia no nosso país ao chamar a atenção para os transtornos transgeracionais que o racismo e as racializações geram nas vidas de milhões de cidadãs e cidadãos negros do nosso país.
Concordo com você quanto à massificação “das metas” do M.N que para mim tem três grandes elementos: (1) lutar contra o racismo e a racialização; (2) promover e garantir a igualdade; (3) velar pela democracia e o Estado democrático de direito. Sem esses “ingredientes políticos fundamentais” fica muito difícil falar em universalização da cidadania e proteção da dignidade humana.
Pugnar pela implementação massificadora dessas metas é a atual missão histórica do M.N no Brasil. Isto é uma imposição das “condições objetivas da história” e das “reais estruturas de poder” que vigem no Brasil desde que foi invadido pelos colonizadores portugueses.
O M.N precisa mais do que nunca das massas. Estado correta, corretíssima a sua opinião. Enquanto ele não falar e não estiver com elas, os seus integrantes e lideranças nunca deixaram de ser intelectuais que integram uma “pequena burguesia negra” – instruída, estudada e bem qualificada – que vive longe, muito longe das suas origens, das aspirações políticas dos seus irmãos e irmãs de cores (raça) que vivem nas favelas, nas regiões degradadas e periferias dos nossos centros urbanos.
Sem ganhar e estar com as massas, nós militantes do M.N não temos como construir uma democracia diatópica. Mas o que é democracia diatópica? Ela existe, e está garantida, quando impera uma máxima cunhada por Boaventura de Sousa Santos: “nós temos o direito à igualdade quando a diferença nos inferioriza; e direito à diferença quando a igualdade nos aniquila”.
Valeu pelo artigo meu amigo e pelas tuas boas idéias. Vindo de ti.......
Sábado o Movimento Negro terá uma grande chance de encontrar e estar com as massas. Acontecerá, em Madureira, uma das capitais suburbanas do Samba, a Feijoada da Vitória do Império Serrano. Local: na Guarda Eloy Antero Dias – templo e sede do Reizinho de Madureira. Horário: 13:00 / 14:00. Até lá.
Só espero que o encontro com as massas não fique restrito a festas e a dias de samba. O M.N precisa encontrar e estar com as massas para aprender coisas sobre o racismo e a discriminação que ainda são completamente desconhecidas, seja por parte dos mais ilustres acadêmicos, seja por parte dos mais dedicados e competentes militantes da causa negra.
Fico feliz em saber que Império Serrano tem a sua intelectualidade negra: Silas, Aloísio Machado, Tia Nina, Balbina, Ivã Milanês, Cizinho, Zé Luiz, Lindomar, Tia Tereza, Tia Eulália, Fabrício e o saudoso Fuleiro. Com eles muito aprendi e ainda vou aprender.

Fábio Feliciano Barbosa.
Sambista de Oswaldo Cruz.
Integrante da Ala dos Compositores do Império Serrano.
Professor Universitário.