segunda-feira, 6 de junho de 2005

Ainda a Cartilha do Politicamente Correto

Muito se disse sobre a cartilha lançada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos que era voltada para magistrados, profissionais de comunicações, policiais entre outros. Alguns sentiram que ali começava um processo de stalinização do Brasil e, num arroubo de democratismo sem precedentes, começaram a disparar pertardos certeiros contra a cartilha até conseguirem o recuo do governo federal. Este, por sua vez, demonstrando que está do lado de quem fala mais alto e tem mais visibilidade na mídia, mesmo tendo recebido um sem número de apoio da militância em prol das minorias do país, preferiu fazer média com a "unanimidade de Ipanema" (com a devida licença de meu amigo Miro) e recolheu a cartilha sem mais delongas.

Poucas, no entanto, foram as pessoas que tiveram acesso à cartilha na íntegra. Eu mesmo, quando escrevi aqui neste espaço um texto defendendo a publicação, estava, tal como um monte de gente por aí, apenas dando algumas orelhadas. Não havia lido o material, coisa que só fui fazer duas semanas depois em Brasilia.

Bom, agora consegui a íntegra da cartilha e disponibilizo aqui o link para quem tiver interessado em conhecê-la e divulgá-la. Uma vez que recursos públicos foram gastos na confecção de um material que desagradou alguns mas que é importante para tantas outras pessoas que trabalham com a linguagem e sua significância subjetiva, nada melhor que democratizar o acesso a este material.

O link para baixar a cartilha em formado pdf é:

http://geocities.yahoo.com.br/marcioalexandre/cartilhaintegral.PDF

2 comentários:

Anônimo disse...

ler esse artigo, me traz frio na espinha. não consigo pensar sobre nosso futuro político. não o partidário... mas o das construções sociais que se fazem em cima da tal "esperança". havia algo em que muitas das bandeiras convergiam. exceto a dos ativistas do PSTU. Um sonho de muitas lutas, um governo construido por nossa ambição social.
não temos hoje outros grandes quadros em quem apostar... e agora?
Nosso trabalho continua mas
o que será de nossa geração política. Onde será o ponto onde concentraremos todos nossos esforços?

bjk

Andrea Couto

Anônimo disse...

ler esse artigo, me traz frio na espinha. não consigo pensar sobre nosso futuro político. não o partidário... mas o das construções sociais que se fazem em cima da tal "esperança". havia algo em que muitas das bandeiras convergiam. exceto a dos ativistas do PSTU. Um sonho de muitas lutas, um governo construido por nossa ambição social.
não temos hoje outros grandes quadros em quem apostar... e agora?
Nosso trabalho continua mas
o que será de nossa geração política. Onde será o ponto onde concentraremos todos nossos esforços?

bjk

Andrea Couto