quarta-feira, 4 de junho de 2008

Rolo e a Guerra Santa



Chutar a santa? Quebrar o gongá? O que mais falta para, em pleno século XXI, os fundamentalistas neo-pentecostais tornarem o Brasil o verdadeiro reino universal da intolerância religiosa? E não adianta lembrar que Jesus quebrou o templo em Jerusalém e expulsou os vendilhões, os cambistas (Mat. 21:12-16, Marc. 11:15-19, Luc. 19: 45-48), porque ali a situação era outra: os homens usavam as dependências religiosas para seu comércio, para a jogatina. O que nunca aconteceu no centro espírita depredado pelos jovens, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Os vândalos, ao saírem da delegacia para onde foram conduzidos após a prisão em flagrante, foram filmados pelas emissoras de TV e faziam caras de mau, os famosos "carões", com ares de quem havia cumprido sua missão de justiça, atendendo a um suposto chamado do "Senhor". Mas de qual senhor? É necessário que se faça uma minuciosa investigação na vida dos jovens (para saber se existem desajustes emocionais, familiares, etc.) e, principalmente, investigar a vida dos pastores da igreja que os mesmos freqüentam, porque esses líderes religiosos, esses gurus, esses rhalah rikotas sem humor, são os principais responsáveis pela orientação dada aos adolescentes que promoveram o ato de violência.

Líderes religiosos, pastores, gurus, xamãs, pajés, ministros, babalaorixás, sacerdotes, rabinos, diáconos, deãs, padres, todos tem por obrigação difundir a paz, a harmonia, a tolerância. Está até mesmo lá na Bíblia, para aqueles que a seguem: "A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens." (Romanos 12:17).
Axé! Amém! (Rolo)

2 comentários:

Anônimo disse...

O blog mais informativo, critico e realista que eu visito.
Asé irmão.

Rebeca Tárique disse...

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