sexta-feira, 5 de outubro de 2007

VOX POPULI VOX DEI

Melhor Curta: A maldita, de Tetê Mattos
Melhor Longa documentário:
Memória Para Uso Diário
, de Beth Formaggini
Melhor Longa ficção: Estômago, de
Marcos Jorge

É isso aí, meu elenco! Certamente vocês já sabem quem ganhou o Festival do Rio, não é? O melhor filme, o melhor diretor, a melhor atriz, o melhor ator. Então vou ficar com a premiação do Júri Popular. Sim, aquela galera que vai assistir ao filme e no final da sessão preenche uma filipeta com seu voto. Ou então aqueles que escolhem seus filmes preferidos pela internê. E votam. E premiam os filmes que acreditam serem os melhores. A voz do povo é a voz de Deus.

Tetê Mattos com seu curta “A Maldita”, sobre a Fluminense FM, rádio que rompeu com os padronizados mercados de música estrangeira, dando início à chamada geração Rock 80, com irreverência, ousadia e criatividade na programação. Na tela, depoimentos de jornalistas, artistas, locutores e ouvintes. Muito bom de ver e de ouvir. E Tetê Mattos, que conheci exatamente no Festival do Rio 2005, merece. Merece esse prêmio e muitos mais que virão!

Já Beth Formaggini, outra agraciada com a escolha da platéia, eu conheço da Militância política, pela Democratização dos Meios de Comunicação. E não seria com outro tema que esta documentarista ganharia um prêmio desse tamanho. “Memória para Uso Diário”, mostra de maneira emocionante, a história do grupo “Tortura Nunca Mais”. Sua trajetória, desde a fundação até sua atuação nos dias de hoje, onde a polícia - que pagamos para nos proteger – ainda atua como os antigos órgãos de repressão da Ditadura Militar, violando direitos civis e torturando aqueles que eles supõem serem suspeitos, no caso, ou em todos os casos, os pretos das favelas.

“Estômago”, do curitibano Marcos Jorge (premiadíssimo diretor de curtas e vídeos) fez o deleite da platéia, a ponto de ser escolhido como o melhor filme do Festival pelo Júri Popular. Ao misturar pobreza, marginalidade, falta de sorte e... comida, o filme dá uma verdadeira aula de gastronomia, culinária e cinema. Dos bons! Marcos Jorge consegue se igualar a Marco Ferreri, com “La Grande Bouffe” (A Comilança, 1973), Peter Richardson, com o seu “Eat the Rich” (Comendo os Ricos, 1987), e a Peter Greenway com “The Cook the Thief His Wife & Her Lover” (O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante, 1989), com sabor bem brasileiro. E você ainda pode assistir a um show de interpretação de TODO o elenco, com destaques para o ator João Miguel (também prêmio de Melhor Ator do Júri Oficial), no papel do aprendiz de cozinheiro Raimundo Nonato e de Fabíula Nascimento como a prostituta Iria.

A partir de hoje tem a famosa “Repescagem”: todos os filmes que você não conseguiu assistir durante o Festival do Rio vão estar em exibição diária no Cine Odeon, na Cinelândia. Olho nos jornais para conferir a programação e até lá, porque eu também vou estar nessa, hehehe!

Corta

Rolo

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